Existem escrituras “perdidas”?

Alguns teóricos da conspiração, escritores de ficção, produtores de cinema e historiadores revisionistas querem nos fazer crer que os livros que temos em nosso Novo Testamento foram selecionados por líderes de igreja preconceituosos ou ignorantes, entre centenas de evangelhos concorrentes, cartas e outros escritos cristãos sólidos que eram representações do cristianismo igualmente boas, se não melhores. Essas pessoas muitas vezes argumentam que os livros bíblicos foram selecionados para apoiar a teologia de um grupo, e que se tivessem escolhido outros livros, o cristianismo hoje seria completamente diferente; mais diversificado e mais tolerante. No entanto, a verdade é que os primeiros cristãos sabiam que os escritos do Novo Testamento foram os primeiros escritos autênticos, escritos pelos apóstolos ou os seus seguidores, que contêm histórias verdadeiras ou doutrinas da fé cristã.

O que, então, podemos dizer sobre os chamados “livros perdidos”, como os escritos do gnóstico Jamadi Nag? Estes são livros posteriores escritos por seitas heréticas ou falsos mestres, muitas vezes de forma fraudulenta e falsamente atribuídos aos apóstolos, que tinham morrido há muito tempo da data em que os livros foram escritos. Mesmo estudiosos não-cristãos admitem que os livros do Novo Testamento que temos na Bíblia são os escritos cristãos mais antigos e autênticos disponíveis, e que todos os chamados “Escrituras perdidas” são escritos posteriores, inautênticos, apresentando doutrinas em oposição à noção bíblica de Jesus. As estranhas, até mesmo bizarras, estórias contidas nesses escritos certamente se enquadram na categoria de “fábulas engenhosamente inventadas”, como Pedro as chama em 2 Pedro 1:16. Se você pegar uma cópia destes “escritos perdidos” pode instantaneamente reconhecer que os relatos são decorados com mitos e lendas imaginárias.

Direitos autorais da tradução em português © 2014 por Charles R. Swindoll, Inc. Todos os direitos mundialmente reservados.

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Michael J. Svigel recebeu seu Mestrado de Teologia em Novo Testamento e Doutorado de Filosofia em Estudos Teológicos do Seminário Teológico de Dallas (DTS). Atualmente atua como o Professor Associado de Estudos Teológicos em DTS, ensinando Teologia e História da Igreja. Antes de aceitar a sua posição no seminário em 2007, ele trabalhou como o escritor do Departamento de Ministérios Criativos nos Ministérios da Insight For Living. Mike e sua esposa, Stephanie, são pais de três filhos.