Quem escreveu o livro?

Antes de Paulo escrever esta carta aos cristãos de Colossos, ele nunca havia visitado a cidade deles (Colossenses 2:1). Isso ajuda a explicar as saudações pessoais que ele incluiu no final da carta, uma prática que era geralmente reservada para as cartas às igrejas que ele não havia visitado (por exemplo, Romanos). Paulo procurou desenvolver conexões pessoais com as pessoas que ele esperava ensinar e servir, ao invés de ir de cidade em cidade para afirmar sua autoridade apostólica. O tom mais pessoal no final desta carta teria sido especialmente significativo na criação de uma conexão com os crentes de Colossos, dado o fato de que parte da razão de Paulo escrevê-la era alertá-los dos mestres hereges que tinham se infiltrado na igreja de Colossos.

Qual o contexto?

Em 60-61 d.C., durante a sua primeira prisão em Roma, Paulo escreveu esta carta à igreja colossense depois de ter recebido um relatório de que eles estavam lutando contra a heresia cristológica. O relatório veio de Epafras, provavelmente o líder da igreja de Colossos e um convertido do ministério de Paulo em pouco mais de dois anos em Éfeso. Epafras foi a Roma, em parte para servir Paulo durante sua prisão (Filemom 1:23), mas também para confidenciar a ele sobre os ensinamentos perigosos que os colossenses estavam ouvindo. Assim, Paulo enviou esta carta, juntamente com as cartas a Filemom e aos Efésios, com Tíquico, acompanhado por Onésimo (Colossenses 4:7; Filemom 1:10-12). Tíquico era um colega de trabalho de Paulo que seria capaz de ajudar os crentes de Colossos a compreender e aplicar os ensinamentos do apóstolo na carta.

Por que esse livro é tão importante?

A igreja de Colossos estava sob o ataque de falsos mestres que estavam denegrindo a divindade de Jesus; eles estavam ensinando que Ele não era realmente Deus. Embora Paulo nunca tivesse ido à igreja pessoalmente, ele tratou essas questões diretamente. A natureza de Jesus Cristo como Criador e Redentor era inegociável, por isso Paulo escreveu-lhes que ele poderia trazer a sua sabedoria para cooperar com esta situação difícil e provadora. Era fundamental para ele que essa igreja conhecesse a Deus em Sua grandeza e glória, e não através da visão deficiente dada a eles pelos falsos mestres (Colossenses 1:25; 2:1-2).

Qual é a ideia principal?

Neste livro, o apóstolo Paulo descreve Jesus com uma linguagem mais elevada em todo o Novo Testamento, com foco na preeminência e suficiência de Cristo em todas as coisas. Paulo apresentou Cristo como o centro do universo, não apenas como o Criador ativo, mas também como o destinatário da criação – em Sua encarnação humana. O Cristo era e é a imagem visível do Deus invisível, que contém em Si mesmo a plenitude da divindade (Colossenses 2:9). Por causa de sua natureza divina, Jesus é soberano, acima de todas as coisas com uma autoridade que Lhe foi dado pelo Pai. Como tal, Jesus também é o Cabeça da Igreja. Ele reconciliou todas as coisas para Si mesmo através da Sua morte na cruz, trazendo os crentes para a vida com Deus e colocando-os no caminho para o bem viver. Esta perspectiva apropriada de Cristo serviu de antídoto contra a heresia colossense, bem como um bloco de construção para a vida e doutrina cristã tanto naquela época quanto agora.

Como colocar em prática?

Sua visão de Jesus Cristo terá impacto sobre todas as áreas da sua vida. Muitos hoje querem apenas instrução prática e ajuda para a vida, evitando temas “esotéricos”, como doutrina e teologia, porque eles parecem estar fora de contato com a realidade do dia-a-dia. A visão de Paulo era diferente. Ele viu que os problemas cristológicos na igreja de Colossos tinham importância prática também. Os crentes já morreram com Cristo; portanto, precisamos morrer para nossos pecados. Nós também fomos ressuscitados com Cristo; portanto, devemos viver bem Nele e colocar as qualidades em prática que são motivadas pelo amor cristão. E porque Ele é o Senhor de todos, a vida do cristão é uma vida de submissão a Jesus. Você está seguindo Jesus de perto como deveria? Nossa fé em Jesus Cristo deve transformar as relações que temos em todas as áreas de nossas vidas, em nossas casas, nossas igrejas e nosso mundo.


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