Leia Salmos 25:16-22; Mateus 27:45,46; Hebreus 12:1-3

É a mais triste palavra de todo o vocabulário humano. Ela é capaz de provocar os mais pesados fardos que o coração pode suportar. Não tem preferências, ignora todas as regras de cortesia, desconhece fronteiras ou barreiras, age sem misericórdia, recusa todas as barganhas, e para o relógio com grande contentamento. Não pode ser subornada; nem esquecida.  Multidões a pioram, atividades apenas a aprofundam. Lágrimas saem de nossos olhos enquanto suspiros caem de nossos lábios – mas a solidão, essa hóspede indesejada de nossa alma, chega de surpresa e fica para o jantar.

Você pode não ter conhecido o último degrau da melancolia até que a solidão lhe faça uma visita. Peter Tchaikovsky conheceu. O compositor escreveu as seguintes palavras em uma pequena obra.

Ninguém, a não ser o solitário coração, pode sentir a minha angústia…

Simplesmente não existe angústia semelhante à consumidora angústia da solidão. Pergunte ao interno de uma prisão essa noite… ao homem uniformizado a milhares de quilômetros dentro do mar ou em algum bar hoje à noite… ao divorciado naquele apartamento… àquele que acabou de enterrar sua companheira de toda uma vida… ou até mesmo a mulher solteira, focada em sua carreira, que prepara uma refeição para uma só pessoa e vai para a cama cedo, sozinha, cercada pela muda memória das músicas de ontem e dos desapontamentos de hoje.  

Eu encontrei várias pessoas que podem ecoar o lamento de Tchaikovsky…

Deus sabe, meu amigo, e Ele se importa. Por favor, acredite nisso! Não somente sabe e se importa – compreende, é tocado e se comove. Sentindo cada pulsação da angústia, deseja nos sustentar e nos libertar.

Na desesperada luta do Gólgota, nosso salvador experimentou o impacto máximo da solidão. Por um período indeterminado de tempo, o Pai o abandonou. Seus amigos fugiram. Um deles o traiu. Agora o Pai se afastou. Na profunda agonia daquele momento, nosso Senhor chorou – Ele literalmente clamou. A solidão daqueles momentos sombrios, enquanto nosso Salvador carregava nossos pecados, não pode ser adequadamente expressa em palavras. Mas existe alguma surpresa no fato de que Ele é capaz de nos ajudar quando lutamos contra os sentimentos de solidão? Aquele que carrega as cicatrizes daquela guerra silenciosa não precisa de explicação para a dor – somente um convite para compartilhar sua ferida e, se possível, ajudar na cura.

Quando estamos sozinhos, precisamos de um amigo compreensivo. Jesus é aquele que “é mais próximo que um irmão”. Quando estamos sozinhos, precisamos de força para continuar a caminhar – Jesus é quem “me dá forças para continuar”. Quando estamos sozinhos, precisamos retirar nossos olhos de nós mesmos. Jesus, o “Autor e Consumador” da nossa fé, nos convida a fixar nossos olhos nele e a nos recusarmos a sucumbir.

Deus é um especialista quando a angústia é profunda. Sua habilidade de curar a alma é profunda… mas somente aqueles que confiam em seu Machucado filho irão experimentar alívio. Jesus responde Tchaikovsky com essas palavras numa grande obra:

Ninguém, a não ser o coração que confia, pode sentir minha libertação.

 

Trecho retirado de Crescendo nas estações da vida  de Charles R. Swindoll. © 2003 Charles R. Swindoll Inc. Todos os direitos mundialmente reservados. Usado com permissão.

Crescendo nas Estações da VidaDr. Charles R. Swindoll

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