Eu não costumo recomendar um livro sem menhuma reserva, mas eu acho que todo homem deve ler Tentações Que Homens Enfrentam (Temptations Men Face), de Tom Eisenman. Não estou dizendo que concordo com tudo no livro, mas é uma daquelas obras que merece ser lida… especialmente pelos homens. Aprecio a sinceridade e a praticabilidade de Tom. Ele não faz rodeios, nem vai saturar a sua consciência com culpas. Suas observações, insights e sugestões são tanto penetrantes quanto provocantes. Na verdade… esse livro me fez pensar sobre as principais tentações que um pai enfrenta.

Primeiro, a tentação de dar coisas materiais ao invés de entregarmos a nossa presença, o nosso envolvimento pessoal.

Não me entenda mal. Prover para a família é bíblico. 1 Timóteo 5:8 chama o homem que não consegue suprir as necessidades de sua família de “pior que um incrédulo”. Mas a tentação a que eu estou me referindo vai muito além do nível básico da necessidade. É a batalha dos brinquedos contra o tempo: O desejo de um pai de compensar as longas horas de ausência descarregando coisas materiais em sua família, em vez de estar lá quando ele é requerido. Como torcer pelos filhos nas arquibancadas durante os jogos de bola, ou na platéia durante um concerto de teclado, estar ao lado de seu filho quando a lição de casa pede o incentivo de um pai, ou dar as primeiras instruções quando o filho está aprendendo a dirigir. Nada toma o lugar de um pai que se envolve . N – A – D – A !

Segundo, a tentação de guardar o nosso melhor para o local de trabalho.

Ninguém tem uma fonte infinita de energia emocional, de criatividade, de entusiasmo, de idéias, de humor, de unidade de liderança, e de entusiasmo pela vida. Como é fácil para os pais consumirem totalmente essas coisas no trabalho, deixando quase nada para o final do dia. Como resultado, a mulher e os filhos ficam apenas com as sobras. Pais, nossas famílias merecem mais! Por não mantermos a nós mesmos, por não deliberadamente nos pouparmos um pouco de nossa energia criativa para a casa, nós tendemos a ser apáticos, negativos, chatos, e previsíveis ao redor da casa. Quão raros são aqueles homens abnegados que pensam à frente, mantêm as prioridades certas, e deixam suas famílias surpreendidas pela alegria.

Terceiro, a tentação de proferir palestras em vez de ganhar respeito pela escuta e aprendizagem.

Tiago 1:19 vale uma olhada, aqui:

Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se.

Quando as coisas ficam fora de controle em casa, é a nossa tendência normal inverter a ordem que Tiago sugere. Em primeiro lugar, ficamos bravos. Em seguida, nós gritamos (palestra no. 38… ou é no. 39?). Por último, nós escutamos. Quando isso acontece, ficamos fora da sintonia (eu aprendi isso da pior maneira). Nossos familiares podem parar por um momento. Podem nos olhar. Mas eles não estão ouvindo. E cada vez mais eles sentem raiva e frustração. É uma percepção sóbria, pais, mas a nossa casa não é uma extensão do escritório… e nossa esposa e filhos não são empregados. Talvez a gente consiga respeito automaticamente onde trabalhamos, mas em casa temos de ganhá-lo à moda antiga. Temos de trabalhar por isso.

Quarto, a tentação de exigir perfeição daqueles que estão sob nosso teto.

Nós pais podemos ser extremamente não realistas, não podemos? Faz-me bem lembrar que os maiores artilheiros tem uma média eficiente de chute a gol de apenas 35%. Isso significa que até os jogadores profissionais perdem bem mais da metade das vezes que eles chutam a gol. No entanto, 35% de média já significa que ele é considerado o campeão de chutes. Na verdade, se ele mantiver a média o tempo suficiente, ele entrará na história da artilharia do campeonato. Claro que é fácil de estabelecer nossas expectativas fora do alcance para a esposa e filhos, esperando que eles chutem a mil porcento. Os pais são orientados a não irritar seus filhos em Efésios 6:4, o que sugere ser um aborrecimento, uma irritação, aquele que provoca dor. Um garoto exasperado é aquele que não pode saltar alto o suficiente, graças a um pai exigente, que erroneamente pensa que um bom treinamento significa sempre a elevar a barreira.

Quinto, a tentação de encontrar satisfação íntima fora dos laços do monogamia.

Graças à nossa capacidade de racionalizar, nós homens tentamos justificar os apuros mais ridículos que se possa imaginar. Eu já ouvi a maioria deles. Eu também ouvi dos filhos dos adúlteros, após o fato consumado, que nunca entendem, que sofrem demais, que carregam cicatrizes indefinidamente. O charme da paixão sedutora é incrivelmente forte, capaz de cegar até mesmo o mais piedoso. A tentação pode ser poderosa suficiente para fazer um homem esquecer momentaneamente a sua família, bem como ignorar as consequências devastadoras de seu pecado. É por isso que eu sugiro que os pais carreguem uma foto de seus filhos e olhe para ela com frequência. É impossível fantasiar luxúria sensual enquanto olha para os rostos sorridentes e confiantes de seus familiares.

Sexto, a tentação de subestimar a importância de cultivar o apetite espiritual de sua família.

Sim, você deve cultivá-lo. Pais, escutem: Sua esposa e filhos anseiam muito que você seja a referência espiritual para eles. As crianças adoram saber que seu pai ama a Deus, anda com Deus, e fala sobre Deus. Nunca subestime o seu papel como o líder espiritual. Se sua esposa está superando você nessa área, isto me diz muito mais sobre você do que sobre ela. E não pense que as crianças não percebem e imaginam as coisas.

Você está pronto para um desafio? Comece a gastar o tempo com Deus, torne-se um homem de oração, ajude a sua família a saber o quão profundamente você ama Cristo e deseja honrá-Lo.

Por que não começar hoje mesmo? Vamos, homens… é um dos maiores presentes que qualquer pai pode dar a uma família.

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Adaptado de Charles R. Swindoll , “For Dads” em The Finishing Touch: Becoming God’s Masterpiece (Dallas : Word, 1994) , 282-284 . Copyright © 1994 , Charles R. Swindoll , Inc. Todos os direitos reservados. Usado com permissão.

Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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