Quando Jesus esteve na terra

Ele inspirou muitas pessoas, muito embora grande parte delas estivesse originalmente em busca de uma religião, de um partido político ou de uma economia melhor sua presença e mensagem mostraram a elas que havia algo superior.

A proposta de Jesus, sua intenção, não era a de nos dar uma ordem, uma receita a ser seguida, mas colocar a vida em ordem! Jesus trata disso de forma bem direta mostrando o Caminho, a Verdade, mostrando a Vida, possíveis por meio dele mesmo.  Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. (João 14.6)

Mateus, capítulo 28, versículo 16 diz: Os onze discípulos foram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes indicara. Quando o viram o adoraram; mas alguns duvidaram. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Discípulo é aquele que faz o que o mestre faz. E Jesus estava concedendo autoridade aos que estavam caminhando com ele, tornando-se seus discípulos. Eles estavam sendo autorizados a dar continuidade a um processo que o Senhor mesmo iniciara em suas vidas, ensinando-os a obedecer a tudo que Deus ordenara.

E Jesus diz a cada um:

Vão e compartilhem isso, vão e façam discípulos, pessoas que possam seguir o exemplo de vocês. Assim como vocês seguem o meu exemplo, que elas possam encontrar o que é vivo, verdadeiro, o único caminho. O cristianismo se multiplica na relação de um discípulo a outro. Nunca um discipulado meu, para formar discípulos para mim, mas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Hoje, infelizmente, vemos religiões muito mais identificadas como forma de poder, como reafirmação política, como status, como um mero componente cultural, em alguns casos, como um caminho para atingir aquilo que o mundo considera como prosperidade.

Isso deve nos levar a refletir sobre a urgente necessidade da Igreja posicionar-se para obedecer a Cristo, fazer discípulos, e se multiplicar.

A palavra igreja vem do grego, Eclésia (ekklesia) e refere-se sempre a um povo que se reúne, somos o povo de Deus que se reúne. Nós precisamos ser um povo. Não uma religião. Um povo com um mesmo propósito, um mesmo ideal e um só coração. Um povo que encontrou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Essa dimensão de ser – povo de Deus – deve nos mover a alcançar nações, extrapolar preconceitos e levar a mensagem redentora a todos os que estão em busca da verdade que liberta.

O livro de Atos nos mostra como isso aconteceu com a Igreja primitiva. Eles conseguiram ser uma igreja, ser povo sem ser religião.

Mais do que oferecer um modelo ideal de igreja esses irmãos no Novo Testamento nos mostram como aprenderam a viver na graça, na liberdade e no prazer da vida em Cristo. Foram aprendendo no dia a dia a ser povo de Deus, não mais debaixo da lei, da obrigatoriedade. Uma igreja, um povo, que compreendeu o discipulado como missão.

Devemos aprender com nosso Mestre Jesus a inspirar pessoas. Como seus discípulos, que se relacionam íntima e diariamente com Ele, mas também pessoas que se relacionam umas com as outras para mutua edificação podemos mostrar ao mundo que o Caminho, a Verdade e a Vida são um objetivo possível quando se conhece genuinamente a pessoa de Jesus Cristo.

 

Pr. Fernando Bochio

nosso perdão, pessoas, caminhando
convite especial
Fernando Bochio

Fernando Bochio é pastor há mais de 35 anos. Professor de Teologia, conferencista, consultor internacional para organizações cristãs, atua também no mentoreamento e coaching de pastores e lidere...

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