Leia Ester 9:17-32

Ao olhar para trás, todos sentimos unicamente tristeza e remorso, a não ser que haja perspectiva. Se não tivermos algum tipo de perspectiva, nada faremos além de suspirar e lamentar o passado. Derramaremos lágrimas à noite, mas não haverá alegria pela manhã.

À luz de tudo isso, encerro este capítulo com uma sugestão e uma advertência. Minha sugestão é que cada um de nós construa o seu próprio memorial – monumentos mentais que transforma tragédias em triunfos.

O dicionário define monumento como uma “evidência duradoura de algo ou alguém notável”. Ele define também memorial como algo que “serve para preservar a lembrança, uma comemoração”. Você já construiu um monumento desses? Pode ser difícil fazer isso hoje, porque o episódio está muito próximo e dolorido. Mas não passe o resto da sua vida sofrendo pelo que ficou para trás, caso contrário o seu futuro será sombrio. Em vez disso, pergunte a si mesmo: “O que aprendi cm isso?”.

Você não pode mudar  situação, já não tem mais controle sobre ela. Talvez você já devesse ter aprendido ou devesse ter agido de forma diferente. Esqueça, entretanto, desse sentido de obrigação . O que você aprendeu com o acontecido? Seja específico. Coloque por escrito. Passe adiante a sabedoria obtida com o seu próprio fracasso.

Agora, esta é a advertência: Não transforme o memorial num santuário.

Não precisamos de santuários de falhas humanas mais do que de fragmento da cruz. Precisamos de memoriais que honrem a Deus. Ele nos deu um memorial assim na Ceia – o pão e o cálice. Esse é um memorial da cruz que vale celebrar! Não adoramos, porém, os símbolos. Comemoramos a lembrança e o significado, isto é, o triunfo da cruz.
O que precisamos hoje é uma resposta para o sofrimento da vida, uma resposta para os Hamãs, cujas sombras passaram pelo nosso caminho e acabaram conosco; e para os prováveis holocaustos que poderiam ter destruído a nossa existência. Pegue então a pessoa, eventos, circunstância ou decisão do passado e levante criativamente o seu memorial particular. Reflita a respeito e registre as lições aprendidas; passando-as depois adiante. A Festa de Purim continua porque a rainha determinou que as suas lições jamais fossem esquecidas pelos judeus.

Ester é uma historia de triunfo que emergiu da tragédia, êxtase em vez de agonia, comemoração em vez de devastação.

A sua pode ser igual.

Ester – Uma mulher de sensibilidade e coragem – Dr. Charles R. Swindoll

Trecho retirado de Ester Uma mulher de sensibilidade e coragem de Charles R. Swindoll. © 1999 Charles R. Swindoll Inc. Todos os direitos mundialmente reservados. Usado com permissão.

Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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