Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros: Restaurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar, como José lhes dissera em sua interpretação. O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele. (Gênesis 40:20-23)

Quando tratado adequadamente, o sofrimento pode trazer grandeza à vida. A história está repleta de histórias daqueles cujas lutas e cicatrizes sedimentaram as bases para empreendimentos notáveis. Na verdade, foi por causa de suas dificuldades que eles obtiveram o que precisavam para alcançar a grandeza.

Durante longo tempo lutei com esse conceito. Parecia-me uma filosofia cruel. Por que alguém deveria sofrer? O que significa: “Há benefícios que só são obtidos mediante esforços”? Completei agora o círculo. Concordo com o pastor e escritor americano A.W. Tozer, que disse: “É duvidoso que Deus abençoe grandemente um homem enquanto não o fere profundamente”. Eu poderia mencionar vários exemplos, mas de certo nenhuma vida evidencia mais claramente essa verdade que a de José.

Em sua maior parte, as experiências de José até o momento tinham sido sombrias. Ele podia ter nascido como filho favorito, mas sua vida foi cheia de desilusão, maus tratos e rejeição, de medo e falsas acusações, de escravidão e abandono. Deixamos José sozinho na prisão ao terminar o capítulo anterior. Agora, depois de um intervalo de dois anos, voltamos à sua história.

Dois anos antes, ele dissera ao copeiro: “Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão” (Gênesis 40:14). Mas o copeiro falhou em se lembrar ou em mencionar José. Três dias depois do prenúncio de José, o homem foi libertado e restaurado à sua antiga posição como copeiro-chefe de faraó. Ele logo se esqueceu dos dias difíceis na prisão, assim como de seu companheiro de cela, José.

Dois anos inteiros se passaram – um longo período de tempo para ficar esquecido. Podemos nos pegar pensando: “Depois de tudo o que José suportara, por que algo assim teve de acontecer?”. Ele obedecera a Deus e fora promovido porque “Deus estava com ele”. A resposta é que Deus continuava trabalhando em sua vida. O mesmo se aplica a você.

Dia a dia com os heróis da féDr. Charles R. Swindoll

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Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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