Betânia distava cerca de três quilômetros de Jerusalém, e muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para confortá-las pela perda do irmão. Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi encontrá-lo, mas Maria ficou em casa. Disse Marta a Jesus: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires”. Disse-lhe Jesus: “O seu irmão vai ressuscitar”. Marta respondeu: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia”. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (João 11:18-26)

Quando o mensageiro levou a Jesus as notícias de que seu amigo Lázaro estava morrendo, Cristo deliberadamente adiou sua partida. Ele iniciou sua viagem para Betânia depois de dois dias, sabendo que Lázaro já havia morrido.

Ao chegar, encontrou Marta esperando por ele ainda fora da cidade. “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”, disse ela.

Marta e sua irmã, Maria, haviam pedido insistentemente a cura a Jesus, em quem elas confiavam completamente. Mesmo tendo o irmão frio na sepultura, Marta ainda descansava na doce certeza de que aquilo que Jesus escolhera fazer era o certo. A verdade é que Jesus optou por atender ao pedido delas do jeito dele e no tempo dele. “O seu irmão vai ressuscitar”, disse ele.

Marta lembrou-se de seu ensinamento anterior e respondeu: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia”.

Jesus lhe explicou o que estava ensinando. “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá, e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”. Então fez uma pergunta ainda mais importante – uma que aborda um assunto de importância muito maior do que o alívio temporário das dores da doença: “Você crê nisso?”

Marta entendeu o pleno significado da questão e declarou sua fé em termos não ambíguos. Com isso, Jesus deu-lhe de presente um pouco de sua promessa derradeira ao realizar a cura derradeira, revertendo a morte e a deterioração de Lázaro.

Jesus, a cura, não veio para prolongar nossa existência terrena nem mesmo torná-la mais agradável, pelo menos não agradável da maneira egoísta e mimada que preferiríamos. Ele veio para trazer a cura da doença que ameaça a vida eterna, para nos dar alegria que ultrapassa em anos-luz a simples felicidade.

Jesus, o maior de todosDr. Charles R. Swindoll

Trecho retirado de  Jesus, o maior de todos de Charles R. Swindoll. © 2008 Charles R. Swindoll Inc. Todos os direitos mundialmente reservados. Usado com permissão.

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Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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