Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo (Atos 11:25)
Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado ao terceiro céu. Se foi no corpo ou fora do corpo, não sei; Deus o sabe. E sei que esse homem — se no corpo ou fora do corpo, não sei, mas Deus o sabe — foi arrebatado ao paraíso e ouviu coisas indizíveis, coisas que ao homem não é permitido falar. Nesse homem me gloriarei, mas não em mim mesmo, a não ser em minhas fraquezas. Mesmo que eu preferisse gloriar-me não seria insensato, porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito mais do que em mim vê ou de mim ouve. (2 Coríntios 12:2-6)

Quero dar a você um novo suprimento de esperança. Para que possa fazer isso, permita que eu sugira quatro princípios. Eles podem vir a ser mais importantes para você no futuro do que agora, em uma ocasião em que Deus o leve a aguardar nas sombras.

Primeiro:

Quando Deus nos prepara para um ministério eficaz, ele inclui o que nós preferiríamos omitir. Um período de espera que cultiva a paciência.

Enquanto escrevo estas palavras, me lembro de que nunca encontrei alguém jovem e paciente. (Para ser sincero, também não encontrei indivíduos idosos e pacientes!) Todos temos pressa. Não gostamos de perder um só painel de uma porta giratória. A paciência é algo difícil numa sociedade apressada. Todavia, é uma qualidade essencial, cultivada somente em períodos prolongados de espera.

Segundo:

Enquanto Deus nos faz esperar, escondendo-nos à sua sombra, ele nos mostra que não somos indispensáveis. Isso nos torna humildes. Uma das razões para o Senhor nos remover e nos fazer aguardar à sua sombra, é para lembrar-nos de que não somos a estrela do espetáculo. Não somos indispensáveis.

Essa compreensão cultiva a humildade genuína. Estou convencido de que Saulo jamais questionou Deus por colocar a mão sobre Pedro e Barnabé e não nele. Numa época em que indivíduos talentosos estariam se oferecendo como voluntários nos comitês de reavivamento, Saulo permaneceu humildemente nos bastidores. Aguardando a sua vez, ou melhor, o tempo de Deus.

Terceiro:

Enquanto Deus nos esconde, ele revela novas dimensões de si mesmo e novos discernimentos relativos ao ministério. Isso nos torna mais profundos. O que precisamos hoje não é de pessoas mais inteligentes ou ocupadas. Uma necessidade maior é de pessoas mais profundas. As pessoas profundas sempre terão um ministério. Sempre. Deus nos aprofunda por meio do tempo que passamos esperando por ele.

Quarto:

Quando Deus finalmente decide fazer uso de nós, isso chega numa ocasião inesperada, quando nos sentimos menos qualificados. Isso nos torna eficazes. O cenário perfeito para um ministério eficaz, duradouro, começa com uma reação de surpresa: “Quem, eu? Tem certeza? Não deseja aquela outra pessoa? Ela possui excelentes qualidades e dons óbvios. Talvez queria falar com ela”. Essa é a ideia. É refrescante nesta época de alta eficiência encontrar uns poucos que ainda se surpreendem com a maneira de Deus fazer uso deles.

Dia a dia com os heróis da féDr. Charles R. Swindoll

Trecho retirado de Dia a dia com os heróis da fé de Charles R. Swindoll. © 2007 Charles R. Swindoll Inc. Todos os direitos mundialmente reservados. Usado com permissão.

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Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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