Ainda não foi falado e escrito o suficiente sobre terminar bem. Existe muito material sobre motivação para começar, e meios criativos para despertar a iniciativa. Muitos dos conselhos são sobre determinar alvos, estabelecer prioridades e desenvolver um plano de ação. Tudo isso é válido e necessário.

Mas vamos focalizar o outro lado de uma mudança. Vamos exaltar as virtudes de continuar algo até que esteja pronto. De resistir quando a excitação e diversão se transformam em disciplina e esforço. Esteja tão determinado nos acréscimos do jogo quanto no apito inicial. Não perca sua motivação mesmo quando o projeto perdeu seu apelo.

Temo que nossa geração tenha chegado muito perto do tipo de mentalidade “estou ficando muito cansado… vamos desistir”. Terminar os estudos é uma luta, então desistimos. Cultivar um relacionamento íntimo é doloroso, então fugimos disso. Ficar em um emprego é duro, então começamos a procurar outra coisa.

Um famoso pianista tinha agendado uma apresentação em um grande teatro. Seria uma noite para ficar na memória, um acontecimento da alta sociedade. Estava presente na plateia uma mulher com seu filho inquieto de nove anos. Cansado de esperar, ele se mostrava impaciente em seu assento.

Assim que sua mãe se virou para conversar com alguns amigos, o filho saiu de seu lado, atraído pelo grande piano de cauda que estava no gigantesco palco. Sem que a plateia percebesse, o garoto sentou-se no banco, encarando as teclas. Ele posicionou seus pequenos dedos nos locais corretos e começou a tocar o bife. A multidão silenciou-se enquanto olhares de reprovação se voltavam em sua direção. Irritados e perplexos, gritavam: Tirem esse menino de lá!

Nos bastidores, o mestre ouviu os sons vindos do palco e rapidamente percebeu o que estava acontecendo. Apressadamente pegou seu casaco e correu para o palco. Sem nenhum anúncio, ficou atrás do garoto, colocou seus braços ao redor dele, e começou a improvisar uma contra melodia para harmonizar e completar o bife. Enquanto os dois tocavam, sussurrava no ouvido do garoto: “Continue. Não desista, filho. Continue tocando…”

É isso o que acontece com a gente. Nos esforçamos em nossos projetos, que parecem ter a mesma importância que o bife numa casa de espetáculos. E quando estamos quase desistindo, chega o Mestre, que se inclina e sussurra: “Prossiga, não desista. Continue…”, enquanto improvisa ao nosso favor, providenciando o toque certo no momento exato.

Estou escrevendo hoje a cansados e peregrinos? A estrada está muito grande e as esperança diminuindo? Ouçam o sussurro do mestre:

E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gálatas 6:9)

Estejam alertas e vigiem…. O Deus de toda graça, que os chamou para a sua glória externa em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante um pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces. (1 Pedro 5:8-10).

Crescendo nas estações da vidaDr. Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

Ver todos os posts

Posts relacionados