Leia Provérbios 10:11-21, 15.1-7 e Tiago 3:1-12.

O túmulo de Abraham Lincoln foi aberto duas vezes.

A primeira vez ocorreu em 1887, vinte e dois anos após seu assassinato. Por quê? Por causa de um boato que estava atravessando o país, um rumor de que seu túmulo estava vazio. Um seleto grupo de testemunhas observou que o rumor era totalmente falso, quando viu o caixão ser aberto.

Uma segunda vez, catorze anos depois, o corpo decomposto do martirizado homem foi visto mais uma vez – dessa vez, por mais testemunhas. Por que, de novo? Pelo mesmo horrível motivo! Boatos da mesma natureza implantaram, mais uma vez, dúvidas na mente do povo. Apesar dos fortes protestos do filho de Abraham Lincoln, o corpo foi exposto uma segunda vez. Finalmente, o corpo foi acomodado em uma cripta em Springfield.

“Que absurdo!”, você pode dizer. “Cruel” é uma palavra melhor. Mas boatos são assim. Com uma completa falta de fatos e de uma fonte concreta, a informação é passada adiante, criando desconforto e machucando pessoas. É como um pequeno parasita que se alimenta do apetite doentio de pessoas desprezíveis. Pessoas que encontram satisfação em caminhar em becos mal iluminados, jogando discretas bombas que explodem nas mentes de outras pessoas, começando uma série de rumores. Encontram conforto em ser somente um “inocente” canal de informações incertas… nunca a fonte. Os sempre presentes “Ouvi falar”, ou “Dizem por aí” produzem segurança para o espalha-boatos.

“Você ficou sabendo que a Igreja Memorial do Concreto Histérico está quase se dividindo?”

“Ouvi falar que o Ferdinando e a Flo estão se divorciando… estão comentando que ela o traía.”

“Comenta-se que ele finalmente conseguiu roubar a vaga e ser promovido.”

“As más línguas dizem que não se pode confiar nele… E eu acredito nelas, não confio nele.”

Shakespeare fez um excelente trabalho retratando a verdade sobre os boatos em Henrique IV:
O rumor é flauta
De conjecturas, ciúmes e suspeitas,
Instrumento tão simples e tão fácil
Que o monstro de cem mil cabeças,
A ondeante multidão, sempre indecisa
Pode tocá-lo (II Ato, introdução, linha 15).

Com certeza, certos crentes podem tocar essa flauta! As azedas melodias penetram em muitas ligações telefônicas, mensagens, conversas no café da manhã, nos momentos após oculto…. A língua é mais capaz de desenterrar assuntos, expor os esqueletos nos armários, e espalhar os mais chocantes e escandalosos boatos do que qualquer outra ferramenta na Terra.

Tendo isso em mente, eu entrego quatro sugestões para silenciar aqueles que espalham boatos:

  1. Identifique as fontes por nome. Se alguém estiver determinado a compartilhar informações que são danosas, exija que a fonte de tais informações seja declarada.
  2. Apoie as evidências sobre fatos. Não aceite boatos. Recuse-se a ouvir algo além da verdade irrestrita. Você sabe, a verdade raramente é incerta ou dissimulada.
  3. Pergunte para a pessoa. “Posso falar que foi você que me contou?” É incrível como os fofoqueiros fogem depois que essa pergunta é feita.
  4. Admita abertamente: “Não gosto de ouvir isso.” Essa abordagem é para os mais fortes. Ela pode criar um abismo entre você e a pessoa… mas é um modo eficiente de limitar a quantidade de lixo que chega aos seus ouvidos.

Crescendo nas Estações da VidaDr. Charles R. Swindoll

A desobediência de Saul
Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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