Existe uma coisa que todos nós queremos ser, precisamos ser, devemos ser, mas poucos realmente são. Apenas uma porcentagem muito pequena da família de Deus pode declarar corajosamente e honestamente: “Eu sou_________”.
Apesar disso, pensamos que ela é boa e dizemos que é justa. Amamos seus benefícios e defendemos o seu valor.
Embora seja nossa por direito, não a temos. Embora esteja disponível para ser desfrutada, não o fazemos. Ela é suportada biblicamente e teologicamente, ordenada por Deus e desejada pelos homens, mas é raro o cristão se aproximar dela com entusiasmo.
Do que estamos falando? Liberdade. Queremos ser livres, precisamos ser livres, devemos ser livres. Mas espere, Deus realmente diz que está tudo bem? Você decide.

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. 
(Gálatas 5:1)
Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. (Gálatas 5:13a)
E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. (João 8:32)
Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres. (João 8:36)
Ora, o Senhor é o Espírito, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade. (II Coríntios 3:17)

Tem mais, muito mais. De fato, existe uma carta inteira no Novo Testamento dedicada a esse tema. É a epístola aos Gálatas, que alguém titulou com a “magna carta da liberdade cristã”. Excelente descrição. Sente-se e leia depressa. Ela foi projetada para libertá-lo. É tão forte que diz que todos que escolheram permanecer escravizados caíram da graça (Gálatas 5.4b). Uau!

Liberdade e escravidão, como você vê, são absolutamente incompatíveis, opostas. Uma é aberta para fora e a outra está atrás das grades.

O uso incorreto é outro modo de se referir ao risco. Você dificilmente poderá usar incorretamente a escravidão, mas certamente pode usar incorretamente a liberdade. Muitos o fazem, o que traz à tona as seguintes questões: “Com tal potencial de uso incorreto, será que é realmente sábio ensinar aos cristãos que eles são realmente livres?” Não é arriscado promovermos a liberdade e assim vivermos pela graça e sermos livres para tornarmos o que realmente somos?

Pode crer que sim.

Admito que isso é uma coisa muito difícil de se fazer, mas preservar e promover a liberdade de um indivíduo ao deixá-lo ser responsável, tomar decisões, determinar escolhas (mesmo que sejam as erradas, ocasionalmente) e arcar com as consequências de seus atos é a chave para se desenvolver a liberdade ao invés de uma mente cativa e escravizada.

 

Trecho retirado de Crescendo nas estações da vida  de Charles R. Swindoll. © 2003 Charles R. Swindoll Inc. Todos os direitos mundialmente reservados. Usado com permissão.

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Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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