Como se fossem uma nuvem, varri para longe suas ofensas; como se fossem a neblina da manhã, os seus pecados. Volte para mim, pois eu o resgatei.” Isaías 44:22

Se eu escolher não correr o risco e se eu seguir a rota “segura” e me determinar a não receber a salvação pela graça ou um estilo de vida de graça, quais são as alternativas? Quatro vêm à mente, todas essas são populares hoje em dia.

 

1. As obras sobre a graça.

Eu posso lhe dizer que como pecador você precisa ter um comprometimento maior com Cristo, demonstrado pelo trabalho que faz em Seu nome, antes que possa dizer que você realmente crê. Meu problema ao fazer isso é este: Um pecador não pode se comprometer com nada. Ele está espiritualmente morto, lembra? Não há nenhuma capacidade de consagração no coração não regenerado. Tornar-se um discípulo obediente e submisso a Cristo vem depois de crer em Cristo. As obras seguem a fé. O comportamento segue a crença. O fruto vem depois que a árvore está firmemente enraizada. As palavras de Martinho Lutero vêm à mente:

Ninguém pode ser bom ou fazer o bem a menos que a graça de Deus primeiro o torne bom; e ninguém vem ser bom pelas obras, mas faz boas obras só quem é bom. Como os frutos não fazem uma árvore, mas a árvore dá fruto… Portanto todas as obras, por melhores que sejam e por mais bonitas que pareçam, são em vão se não fluírem da graça.

 

2. Uma lista de coisas a fazer ou não fazer.

A lista vem de minhas preferências pessoais ou tradicionais. Vai ser minha responsabilidade te dizer o que fazer ou não e por quê. Então eu coloco as condições que você começa a ganhar a aceitação de Deus através de mim. Você faz o que te digo para fazer… você não faz o que te digo para não fazer, e assim você está “dentro”. Se você não guardar a lista, está “fora”. Este estilo legalista de ensino ferrenho é um dos métodos mais difundidos e usados em círculos evangélicos. A graça é estrangulada em tal contexto. Para piorar as coisas, aqueles que estão em autoridade são tão intimidadores, que ninguém se atreve a questionar a sua autoridade. Raros são aqueles com força suficiente para enfrentar os fazedores de listas.

 

3. Sem meio termo.

Tudo é branco ou preto, bom ou ruim, certo ou errado. E consequentemente, o líder mantém o controle rigoroso dos seguidores. A comunhão é baseada na existência de pleno acordo. Eis a tragédia. Este padrão hipócrita e rígido se torna mais importante do que as relações pessoais com os indivíduos. Primeiro verificamos onde a pessoa se posiciona em determinados assuntos, e então determinamos se vamos gastar tempo com ela. A questão básica é esta: Queremos estar certos (em nossa visão, é claro) mais do que queremos amar nossos próximos como a nós mesmo. Nesse ponto, nossas preferências pessoais ofuscam todas as provas de amor. Tenho a firme convicção de que onde há graça, deve também haver ponderação.

 

4. Julgar aqueles que não concordam ou cooperam com o meu plano.

Os “assassinos da graça” são notórios por uma atitude de julgamento. Esta é, talvez, a única característica menos semelhante a Cristo nos círculos evangélicos atuais. Uma rápida olhada através do túnel do tempo provará ser benéfico. Jesus se viu perante o grupo de peritos do legalismo: os fariseus. Muitos que estavam O ouvindo também acreditaram nEle. Ele tinha vindo para apresentar Sua mensagem para a multidão; e era uma mensagem de esperança, de perdão e de liberdade.

“Tendo dito essas coisas, muitos creram nele. Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: ‘Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará’”. (João 8:30-32).

Jesus falou do poder libertador da verdade. Embora os assassinos oficiais da graça rejeitaram Sua mensagem, Ele lhes assegurou que poderia torná-los livres. Todos aqueles que abraçaram a graça tornam-se “verdadeiramente livres”.

Livre de quê? Livre de si mesmo. Livre da culpa e vergonha. Livre dos impulsos condenatórios que não conseguia parar quando era escravo do pecado. Livre da tirania das opiniões, expectativas e demandas dos outros. E livre para quê? Livre para obedecer. Livre para amar. Livre para perdoar os outros como a mim mesmo. Livre para permitir que os outros sejam quem eles são: diferentes de mim! Livre para viver além das limitações do esforço humano. Livre para servir e glorificar a Cristo. Em termos inequívocos, Jesus Cristo disse aos seus que a Sua verdade era capaz de libertá-los de cada restrição desnecessária. “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.” (João 8:36). Eu gosto disso. As possibilidades são ilimitadas.

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Adaptado de The Grace Awakening Devotional, Charles R. Swindoll, © 2003, Thomas Nelson, Inc., Nashville, Tennessee. Todos os direitos reservados. Copiar ou usar este material sem a permissão escrita do publicador é estritamente proibido e é violação direta da lei de direitos autorais.

Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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