A língua – quantos contrastes! Para os médicos é somente uma mucosa que reveste um complexo sistema de músculos e nervos que permitem ao nosso corpo mastigar, provar e engolir. É o maior órgão da comunicação, e que nos permite articular sons distintos para entendermos uns aos outros.

Sem a língua, nenhuma mãe conseguiria cantar para que seu filhinho dormisse à noite. Nenhum embaixador poderia representar adequadamente o país. Nenhum professor poderia alcançar a mente dos estudantes. Nenhum pastor conseguiria confortar os espíritos atribulados. Todo o nosso mundo se reduziria a grunhidos e dúvidas. Raramente paramos para pensar sobre quão realmente valioso é esse estranho músculo de nossa boca.

Mas a boca é tão volátil quanto vital. Washington Irving foi o primeiro a dizer: “Uma língua afiada é o único instrumento de corte que se torna mais afiado com o uso constante”. Tiago, meio irmão de Jesus, foi o primeiro a alertar:

“A língua é um fogo… É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.” (Tiago 3:6-8)

E não se parece nem um pouco com a fera brutal que é. Habilmente escondida atrás de portões de marfim, seus movimentos são intrigantes. Ela pode enrolar-se para um assobio camarada ou comandar um bocejo preguiçoso à tarde.

Mas cuidado! É só o seu dedão ser acertado por um martelo, ou o seu dedinho preso pela cadeira, que essa criatura escorregadia que fica em sua boca subitamente mostrará o lado violento de sua natureza.

É indomável. Ela desafia a domesticação. Podemos treinar falcões para pousar em nossos braços, cachorros para buscar nosso jornal, elefantes para se equilibrar sobre barris e tigres para sentar em tamboretes. Mas a língua? Impossível de se treinar!

Muitos homens ofereceram conselhos sobre como manter nossas línguas engaioladas.

Um filósofo grego admitiu: “Eu me arrependo frequentemente da minha fala, nunca do meu silêncio.”

O rei Davi é até mais sincero: “Vigiarei a minha conduta e não pecarei em palavras; porei mordaça em minha boca.” (Salmo 39:1)

Isso é o que precisamos fazer. Colocar uma mordaça justa e atenta nesse músculo de nossa boca. Arriar tão esperta criatura requer uma mente determinada. Com a ajuda de Deus, execute esses três passos iniciais:

Pense primeiro. Antes de movimentar os seus lábios, pare por dez segundos e mentalize suas palavras. Elas são precisas ou exageradas? Benéficas ou más?

Fale menos. Suas chances de estragar tudo são diretamente proporcionais à quantidade de tempo que você passa de boca aberta.

Comece hoje. Coloque a focinheira na sua boca agora. É um projeto que você já adiou por muito tempo.

Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento. (Provérbios 21:23)

 

Crescendo nas Estações da Vida – Dr. Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll

Charles R. Swindoll tem dedicado a sua vida ao ensino preciso e prático da Palavra de Deus e sua aplicação. Desde 1998, atua como pastor-professor sênior na Stonebriar Community Church, igreja da...

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